A primeira espécie animal extinta por humanos

Humanos são mestres em extinguir espécies de animais, é comum que isso aconteça cada vez mais pela expansão da população e também pelo simples fato do ser humano não conseguir viver consumindo poucos recursos ao seu redor. Mesmo com todo conhecimento científico que temos hoje, sabendo da fragilidade de cada espécie ou bioma, seguimos destruindo grande parte das coisas sem ter um culpado verdadeiro.

Não é de agora passamos a extinguir espécies de animais, acredita-se que desde 1507 os portugueses tenham sido os primeiros a começarem a matar esse animal chamado de Dodô nas Ilhas Maurícios, posteriormente em 1598 os holandeses resolveram colonizar as ilhas e isso deu início a extinção dessa ave e de várias outras espécies que ali viviam. Os marinheiros de ambas as nações começaram a exterminar esses animais porque precisavam de uma fonte fácil de carne fresca para realizar suas longas viagens, como essas aves pesavam 23 kg e eram inofensivas, se tornaram um alvo fácil para abate.

Essa ave tinha várias particularidades que facilitaram ainda mais a sua extinção, ela assim como as galinhas era incapaz de voar e por não haver predadores naturais nas Ilhas Maurícios, ela não temia humanos ou outros animais portanto ela não se sentia ameaçada facilmente, sendo assim, sua última ação era apenas se proteger com o seu bico ou em um caso extremo correr velozmente. Outros fatores também foram agravantes para o fim dessa espécie, entre eles o desmatamento e a introdução de animais exóticos como: ratos, gatos e cães que trazidos de caravela para as ilhas, acabaram atacando os ninhos dos dodôs impedindo assim o animal de ter filhotes na área.

Com todos esses fatores, os dodôs foram considerados extintos em 1662 e infelizmente acabou sendo o caso mais famoso de animais extintos em tempos históricos com notável presença na cultura popular (representado por artes de vários lugares do mundo) e na história (diversos documentos comprovam até venda desses animais). A extinção dos dodôs em menos de um século após o seu descobrimento, chamou a atenção para o desaparecimento por completo de diversas espécies, isso também gerou um grande efeito dominó no ecossistema da ilha.

Descrições históricas

Mapa de 1601 de uma baía em Maurício; um pequeno “D” no lado direito indica o local onde foram encontrados dodôs. (Foto: Joris Joostensz Laerle).

Aqui, separamos algumas das descrições históricas que relatam a existência dessa ave, muitos acreditavam até que ela era algo mitológico porém existem fósseis e até documentos comprovando que elas existiram em algum momento. Abaixo mostraremos alguns:

Vice-Almirante Wybrand van Warwijck da holanda (ele descreve os dodôs com o nome de Walghvogel – nome dado pelos holandeses)

“À esquerda deles havia uma pequena ilha a qual deram o nome de ilha Hemskerk, e a uma baía nela chamaram baía Warwick (…). Ali permaneceram por 12 dias para descansar, encontrando neste lugar grande quantidade de aves duas vezes maiores que cisnes, as quais chamaram de Walghstocks ou Wallowbirdes, sendo muito boa sua carne. Mas quando encontraram pombos e papagaios em abundância, desdenharam de comer mais dessas grandes aves, chamando-as Wallowbirds, que quer dizer pássaro enjoativo ou repugnante. Dos referidos pombos e papagaios, os encontraram em abundância, tendo a carne muito gordurosa e saborosa; esses pássaros podem ser facilmente capturados e mortos com pequenas varas: eles são tão mansos assim porque a ilha não é habitada, também porque nenhuma criatura que vive ali é acostumada a avistar homens.”

Papagaios azuis são muito numerosos por lá, bem como outras aves; entre as quais há uma espécie, conspícua pelo seu tamanho, maior do que os nossos cisnes, com enormes cabeças cobertas apenas a metade com pele, como se vestida com um capuz. Estas aves não possuem asas, no lugar das quais 3 ou 4 penas enegrecidas se sobressaem. A cauda consiste de algumas penas moles e encurvadas, que são de cor cinza. Costumávamos chama-las de ‘Walghvogel’, porque quanto mais cozinhávamos, menos macia e mais insípida a carne delas ficava. Não obstante, sua barriga e peito eram de um sabor agradável e facilmente mastigáveis.

Um outro documento de um holândes em 1631, redescoberto em 1887, fala também sobre a dieta deste animal e também sobre o quão ele era ”saboroso” 

Esses maiores são soberbos e orgulhosos. Mostram-se para nós com caras duras e severas, e bocas escancaradas. De marcha desenvolta e audaz, eles dificilmente movem um pé diante de nós. Sua arma de guerra era a boca, com a qual podem bicar ferozmente; sua alimentação era de frutos; eles não eram muito bem emplumados, mas abundantemente cobertos com gordura. Muitos deles foram trazidos a bordo, para o deleite de todos nós.

Fósseis ainda existentes

É possível conhecer um pouco mais sobre a história desses animais na Europa, 3 museus possuem partes divididas dele: Museu Zoológico da Universidade de Copenhague (o crânio exótico do animal), Museu Nacional de Praga (maxilar superior e ossos da perna) e o Museu de História Natural da Universidade de Oxford (cabeça e pé).

A matéria acabou mas muita calma nessa hora!

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