Um breve resumo da história da criptografia

Nos dias atuais, é comum vermos essa palavra nos aplicativos como o Whatsapp que diz manter todas as nossas conversas criptografadas mas a criptografia em si, já existe há um bom tempo, muito antes da tecnologia e da internet.

Sem a criptografia nos dias de hoje, teríamos muitas informações vazadas e o cenário seria caótico, já imaginou ter além dos dados de empresas privadas vazados ter também dados públicos?. Sabemos que isso ainda acontece mesmo com toda proteção existente mas é graças a ela, que muitos dados nossos ficam seguros.

O começo da criptografia

Quando se trata de segredos, só há um lugar no mundo que é praticamente o lar dos mistérios, a terra das pirâmides e faraós, vulgo Egito.  Neste lugar, foi onde ocorreu o primeiro uso da criptografia encontrada nos hieróglifos, esculpidos na tumba do Khnumhotep II do antigo reino do Egito, datando algo por volta de 1900 aC.

Alguns historiadores acreditam que o objetivo da mensagem esculpida nessa tumba era esconder segredos religiosos ou apenas tornar a tumba mais um ”mistério” porém nada de fato foi concluído até o momento. Aquilo que estava escrito na tumba não era uma linguagem secreta mas parecia ter um tipo de mudança do texto original e isso deixou uma grande interrogação para os historiadores, sendo assim, essa tumba ficou conhecida como a primeira a conter um texto criptografado não revelado.

Tábuas de Argila

(Tábua de argila / Foto: Luno Discover)

Ainda por volta de 1.500 aC, existiram diversas tábuas de argila na Mesopotâmia com um objetivo verdadeiro de criptografia, uma delas protegiam a receita artesanal para criar a cerâmica esmalte que na época possuía um alto valor comercial.

Não demorou muito para que a criptografia começasse a ser mudada de várias formas e para vários fins diferentes, um deles foi criado também por hebreus que usaram cifras de substituição monoalfabéticas simples (troca de uma letra pela outra) por volta de 600 a 500 a.C.

Criptografia Espartana

(Scytale / Foto: Wikipedia)

Em 600 a.C, os espartanos utilizavam um dispositivo chamado Scytale para enviar as suas mensagens secretas durante as batalhas, ele era como uma pequena pulseira de couro enrolado em uma haste de madeira. O truque dessa criptografia estava muito além das letras trocadas, era necessário além de saber como decifrar, ter uma haste com um tamanho específico para ler a mensagem.

A cifra de César

Um dos grandes marcos da criptografia foi criado pelo imperador Júlio César, ele basicamente tentou simplificar a forma de criptografar tentando manter o segredo da mensagem. Como isso foi criado em momentos de guerra, Júlio César precisava se comunicar rapidamente com seus generais, como solução, ele trocava a letra original pelas 3 letras que vinham depois (A letra A era trocada pela letra D e essa lógica era aplicada a todas as outras letras).

Criptografia na Segunda Guerra Mundial

A criptografia moderna nasceu durante a segunda guerra mundial onde a troca de informações militares era de alta importância e as mensagens deveriam guardar um segredo ainda maior e mais indecifrável.

A partir dessa necessidade, os Alemães se destacaram e desenvolveram uma máquina conhecida como “Enigma” que usava 3 ou 4 ou até mais rotores para criar a mensagem criptografada. Os rotores giravam em taxas diferentes à medida que você digita no teclado, cada Rotor substitui uma letra por outra, com uma certa semelhança com a cifra de César.

O marco real do Enigma não estava exatamente no seu mecanismo, mas sim na história por trás do entendimento de uma mensagem dele, em 1932 um criptógrafo polonês chamado Marian Rejewski descobriu como ele funcionava e compartilhou secretamente isso com a inteligência francesa e britânica. Junto a ele estava Alan Turing (um dos pais da criptografia moderna) que ao receber a mensagem, conseguiu decifrar a chave que era mudada diariamente pelo exército alemão.

Decifrar o Enigma foi algo crucial para a vitória dos aliados na segunda guerra mundial e além de um marco histórico para guerra, é também um marco para a história da criptografia e da criptoanálise.

Criptografia Moderna

Até a Segunda Guerra Mundial, a maior parte do trabalho em criptografia era para fins militares, geralmente usados ​​para ocultar informações militares secretas. No entanto, a criptografia atraiu a atenção comercial no pós-guerra, com as empresas e governos tentando proteger seus dados.

Surge então a Criptografia Moderna, tendo o seu início em 1970 quando a empresa IBM formou um grupo de criptografia que tinha como objetivo proteger os dados de seus clientes.  

Esse grupo tinha uma missão difícil, afinal teriam que criar uma nova cifra que eles chamaram de Lúcifer e que rapidamente chamou a atenção do governo para a proteção de dados nacionais. Em 1973 o Nation Bureau of Standards (NIST) fez um pedido de propostas para uma cifra de bloco que se tornaria um padrão nacional.

Infelizmente a cifra Lúcifer (também chamada de DES), após 1997 começou a ser quebrada e a ficar ultrapassada pelo fato do seu pequeno tamanho de chave criptográfica e também pelo poder de computação que havia aumentado drasticamente, tornando muito fácil forçar todas as diferentes combinações de chave.

Em 2005 um outro modelo criptográfico surge e ainda é utilizado nos dias de hoje, a criptografia de curva elíptica (ECC), criada em 1985 por Neal Koblitz e Victor S.Miller, que consiste em um esquema bem mais avançado de criptografia de chave pública, permitindo chaves mais curtas e mais difíceis de quebrar. Esse método ficou muito popular porque começou a ser utilizado para quase tudo que temos nos dias de hoje, como: cartões bancários, smartphones, proteção de bitcoins, mensagens criptografadas no Telegram ou WhatsApp e ainda é usado pelo governo dos EUA para proteger comunicações internas.

A matéria acabou mas muita calma nessa hora!

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