O primeiro avião supersônico a fazer voos comerciais

Quando falam de voos supersônicos, sempre lembramos do Concorde francês produzido entre 1965 até o final de 1978, curiosamente o Concorde começou o seu primeiro voo ligando Paris e Rio de Janeiro e chegava a alcançar até 2.179 Km/h com até 120 passageiros a bordo.

O que poucos sabem é que ele não foi o primeiro avião supersônico comercial, o Tupolev TU-144 ocupou essa posição sendo um tipo de rival do Concorde que estava sendo produzido por franceses e ingleses.  Ele começou a ser produzido em 1963 até 1983, atingiu Mach 1 (a velocidade do som) em 1969  e em 1970, atingiu o Mach 2 (duas vezes a velocidade do som) quebrando mais um recorde e foi considerado o primeiro avião comercial supersônico do mundo.

Apelidado pela mídia estrangeira como Concordski, pela semelhança estrutural e por ser basicamente a mesma ideia de projeto dos franceses, esse avião batia 2.500 Km/h batendo ate 20.000 metros de altitude sendo um tipo de Concorde com asas retas em delta. Muitos acreditam que a tecnologia da União Soviética para fazer esse avião, possivelmente tenha sido roubada por espionagem industrial.

Visual frontal icônico, retrátil conhecido como moustache canards

O Tupolev Tu-144 tinha notáveis características que o diferenciava do Concorde estruturalmente, com asas dobradas para trás formando um ”duplo delta”, a parte frontal chamada de  ”bigode” que se moviam fora da fuselagem para parte de trás da cabine de comando para facilitar o pouso e a decolagem.

O fim do Tupolev

Tu-144 no Paris Air Show antes de cair [Foto: Wikipédia]

Após alguns anos de sua criação, teve seu primeiro acidente no Paris Air Show de 1973 e isso acabou destruindo a imagem da aeronave fora da União Soviética.

A aeronave após esse acidente, foi colocada para fazer serviços de correio entre Moscou-Alma Ata em 1975 e só foi conseguir voar com passageiros comercialmente em 1978 mas exatamente no mesmo ano houve outro acidente, o que basicamente levou ele ao fim dos voos comerciais e da produção da aeronave.

Parte interna do Tu-144 [ Foto: Alex Beltyukov]

A aeronave feita as pressas, contava ainda com inúmeros problemas para os passageiros em um voo de luxo, dentre eles:

  • A parte interna parecia uma colcha de retalhas feita de forma improvisada.
  • Barulho altamente insuportável dentro do avião devido ao atrito do voo em alta velocidade, fazendo até as pessoas usarem bilhetes para se comunicar.
  • Banheiros não funcionavam.
  • Janelas e cortinas não paravam abertas.
  • Assentos muito próximos e sem conforto para uma viagem de luxo.

O Tu-144 após suas dificuldades e acidentes, foi retirado de serviço e o último exemplar foi produzido em outubro de 1984 com um total de 16 aeronaves, que realizaram 2.556 voos somando 4.110 horas de duração.

O jato seguiu em uso militar pela força aérea soviética e há alguns anos foi reativado para experiências da Nasa, a agência americana, após o fim da Guerra Fria.

Esse vídeo mostra um pouco da aeronave, decolando:

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